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29 março 2016

{Resenha} ~ A menina que semeava - Lou Aronica ~

Nhaaiiiii, pipow!
Tudo bem?
Eu espero que sim!

Hoje trouxe uma resenha especial, de um livro especial. Eu o li já faz um tempo, mas ele continua vivinho da Silva em minha memória, pois eu o adorei. Ele se chama A menina que semeava, do autor Lou Aronica, um cara sensível como poucos.


Quando li: Setembro, 2013.
Título: A menina que semeava
Autor(a): Lou Aronica
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Avaliação: 
Onde comprar? Americanas | Amazon | Submarino
Sinopse: Chris Astor é um homem maduro, um botânico bem-sucedido, mas, especialmente, um pai amoroso. Sua filha - Becky - é, para ele, seu maior e melhor projeto. Mas a garota, tão amada, tem câncer.
O que pode um pai quando sua filha foi acometida por uma doença assim, nociva? Como diminuir o sofrimento de uma criança tão amada?
Apesar de sua agonia, Chris encontra uma maneira mágica de acolher sua menininha. Para que ela se recupere bem, e mais rapidamente, ele cira um mundo paralelo, cheio de fantasias, histórias e personagens maravilhosos que parecem ter o poder milagroso da convalescença.
E nada no mundo, nem sua sanidade, nem seu trabalho, nem mesmo sua mulher serão obstáculos para a determinação deste pai que só tem o propósito de ver sua filha feliz.
Uma história sobre desespero, esperança, invenção e descoberta que ultrapassa qualquer razão, qualquer limite, enquanto você revê tudo aquilo que você acredita.

Chris é um botânico gente boa, que leva seu trabalho muito a sério. Ele é um pai amoroso, dedicado e que vê em Becky a melhor parte de si mesmo. Além de todo carinho e amor dedicados à filha, outro ponto que se destaca em Chris é o seu otimismo. E esse otimismo será o diferencial de sua vida e, principalmente, da vida de Becky.

Aos cinco anos a garotinha é diagnosticada com câncer. Leucemia. Severa. Polly, sua esposa, acredita piamente na ciência, acredita que toda a dor passada por sua filha resultará em bons resultados, mas Chris não suporta ver sua garotinha sofrer, por isso, todas as noites, antes de dormirem, ele e Becky se concentram em criar um mundo imaginário chamado Tamarisk. Um lugar mágico, com árvores em cores diferentes, animais exóticos - e bota exóticos nisso! -, um reino feliz, e odores e sons agradáveis. E foi isso que curou Becky. A fuga de uma vida tão complicada pra uma criança tão sensível.

Anos depois, as viagens à Tamarisk foram interrompidas. Polly pede o divórcio, e por isso Chris precisa se mudar. E as mudanças são muitas. Polly se casa novamente, Becky se dá bem com o padrasto. Mas fica cada vez mais distante do pai, mesmo vendo-o todas as noites de terça-feira e também aos fins de semana. Ele tenta de todas as formas reatar aquele relacionamento saudável que tinha com ela, mas a garota não facilita.

Em uma de suas visitas ao pai, Becky tem um feliz e inesperado encontro. Em sua cama, aquela onde todas as histórias sobre Tamarisk foram criadas, ela se encontra com Miea, a princesa - que, devido a um acidente que matou seus pais, tornou-se a rainha - de Tamarisk. Ela está preocupada com sua cidade, pois ela está sendo atacada por pragas que assolam o reino... e a cidade está morrendo aos poucos. Becky - e também Miea - custa a acreditar que está mesmo de volta àquele mundo imaginário a tanto esquecido por conta de seu crescimento e amadurecimento. Com o tempo ela foi achando tudo aquilo bobo e sem sentido, e jamais o fato de que Tamarisk se tornou real passou por sua cabeça. É difícil acreditar em fantasia quando se tem 14 anos! Mas mesmo assim, ela passeou pelos campos floridos e também pelo palácio, tendo Miea como guia e companheira. A rainha aproveita para saber se Becky é mesmo quem diz ser, e fica surpresa com o fato de a garota se lembrar de coisas do passado da cidade, coisas que já nem existem mais.

Becky fica cada vez mais animada com suas visitas àquela cidadezinha encantada. E tais viagens só podem ser feitas da casa de seu pai, onde aquela cama do passado se encontra. No entanto, o passeio não a fez esquecer das fortes dores de cabeça e tonturas que tem sentido, e isso a tem amedrontado e a assuntado muito. Mas sempre que está em Tamarisk ela se sente surpreendentemente bem, se sente curada.

Após passar muito mal, são feitos novos exames e, infelizmente, eles constatam a remissão do câncer, dessa vez ainda mais agressivo. Mais tratamentos, mais dias hospitalizada. E, num dia particularmente difícil, ela confidencia ao seu pai, sussurrando baixo em seu ouvido, que Tamarisk é real. Ele fica atônito! Inicialmente acredita que isso não passa de um delírio causado pelos fortes medicamentos, por isso resolve tirar a história a limpo... e vê que sua filha tinha razão. Tamarisk é real! E também está morrendo, assim como sua filha.

Imediatamente ele entende que a praga que assola a cidade tem a ver com a doença de Becky. Ele sabe que se sua filha se for, Tamarisk também se vai. E a solução logo aparece em sua mente. Mas, o pior está por vir. Para que tudo dê certo, ele precisa convencer Polly que Tamarisk e real. E esse sim, será um desafio e tanto...

Eu não sei bem o que dizer sobre esse livro. Eu sempre me emociono muito quando há doença envolvida e, mais ainda, quando há um relacionamento tão bonito entre pai e filho. O amor que Chris dedica a Becky é inspirador e comovente. Sua batalha diária e sua determinação em fazer com que a filha esqueça todo o sofrimento me arrancaram lágrimas, e vê-lo sofrer pela ausência da filha também.

Becky é um adolescente como toda adolescente. Acha tudo chato, inclusive os adultos. Ela tem um relacionamento mais simples com sua mãe - uma mulher que me tirou do sério! - e com seu padrasto - um cara sonso e meio idiota, ao meu ver. Mas seu retorno a Tamarisk trouxe de volta aquela menininha doce e de imaginação fértil, e a partir desse momento a história flui melhor.

A ambientação da história foi feita com tanto esmero que nos transporta junto com Becky à Tamarisk sempre que ela se aventura por lá. A descrição das cores, formas, odores e sons é tão bem-feita que a nossa imaginação fica fervilhando de imagens, todas elas lindas e agradáveis.

Apesar de ter tanto sofrimento causado pelo câncer, o foco da história está no relacionamento entre pai e filha e, principalmente, nos problemas desse mundo imaginário criado por eles. A narrativa é encantadora e fluida, mesmo tendo sido um pouco lenta nos primeiros capítulos.

A diagramação é linda, mas a revisão deixou um pouco a desejar. Podemos encontrar alguns erros de digitação, nada grave, nada que prejudique a leitura, mas algo que incomoda os olhares críticos como os meus, rs.

Se eu recomendo? MUITO!
Acho que é indicado para crianças e adultos. Um livro lindo para ser lido em família.

Tente não se emocionar e, principalmente, não se transportar para outro mundo... eu duvido que você irá sair ileso!





38 comentários:

  1. Olá Fabiola!
    Eu não gosto muito de livros com doenças envolvidas, mas gostei de toda a tematica fantasiosa desse! A criação de Tamarisk me lembrou um pouquinho de Ponte para Terabitia.
    Bjs

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    1. Confesso que eu também não gosto muito, Thalita, mas acabo lendo esses que têm uma pegada diferente, sabe? Quando o sofrimento não chega a nos atingir... quando coisas boas acontecem, rs.
      E realmente ele lembra Ponte para Terabitia! Não tinha parado pra pensar nisso... Haha

      Beijos!

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  2. Este livro foi uma bela surpresa. Achei lindo e me encantei completamente pela história e o final dele então, é totalmente emocionante. É um livro para recomendar para todo mundo já que o pai usa um mundo lindo criado para a filha.

    Beijos,

    Greice Negrini

    Blogando Livros
    www.amigasemulheres.com

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    1. Também acho que todo mundo deveria ler esse livro, Greice! Tão lindo e singelo, né? Aiai...

      Beijos!

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  3. Acho essa diagramação perfeita, porém o drama que acerca o enredo me repele para a obra. Tenho certeza que não conseguirei lidar.
    Sua resenha ficou perfeita, como sempre.
    Beeijos

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    1. Bia, ao contrário do que parece, a obra é super leve. Mesmo tendo uma doença tão feia como pauta, o foco é no mundo imaginário, e isso faz com que esqueçamos completamente do resto... é lindo!
      Quem sabe um dia vc num tope dar uma oportunidade a ele, né? Rs...


      Beijos!

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  4. eu fico impressionada com sua memoria ( na verdade é pura inveja hahahahahahahha)... como pode lembrar tanto assim... eu mal leio e já esqueço kkkkkkkkk
    e são tantas resenhas e eu esse ano to fraca de mais ( to fazendo muitos cursos) ai to sem tempo para o meu maior prazer ... snif snif

    mas adorei esse livro... parece ser uma ótima lição de vida....

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    1. Acho que eu venho de outro planeta e ninguém me contou, Aline!
      Kkkkkkkkkkkkkkkk
      Foco nos cursos. Mesmo sem tempo pra fazer o que gosta, o sacrifício vai ser recompensado!

      E realmente o livro nos dá uma lição de vida e tanto! Lindo demais!

      Beijos!

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    2. só pode ter vindo de outro planeta mesmo.. pq q memoria é essa.... aproveita ela pra ficar rycaaaaa meninaaaa hahahahhahahaha

      é o sacrificio vai valer.. mas doi o coração ver os livros na estante

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    3. shIUAHSiHAISuHAs
      COmo eu posso usar a minha memória pra ser ryca? me fala que eu vou dar um jeito nisso!
      SHiashiAHSUIHAs

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    4. hahahahhahaha com essa memória eu ja teria feito medicina e virado uma Greys Anatomy..... ahahhahahahhahahahhahhahahahha......

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  5. Descobrir esse livro recentemente e o que mais me chamou atenção foi o título. Gostei muito da resenha, e é claro que já adicionei na lista. Adoro livros que me sensibiliza, acho que vou gostar muito desse, beijo!

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    1. Ah, se gosta de livros que sensibilizam, então vai adorar esse, Cris! Ele nos faz pensar na vida, sabe...
      Adoro!


      Beijos

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  6. Nossa este livro parece ser forte e ao mesmo tempo amoroso!!! o amor de um pai supera qualquer coisa!!!
    Este já vai para minha lista interminável de livros desejados!!!

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    1. Kakau, esse é o tipo de livro que eu quero ler para os meus filhos quando eles se enjoarem dos contos de fadas. Ele é simplesmente lindo!

      Beijos!

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  7. Bah, essa história deve ser linda mesmo... e tenho um pequeno problema de me envolver emocionalmente com os personagens, ainda sofro por causa dos Staks. Minha primeira leitura que me tirou lágrimas foi Uma carta de amor. Depois disso, percebi que Nicholas Sparks é um escritor que ama fazer os leitores sofrerem! Hehehe

    Adorei sua resenha, mais um título para a lista de interesses!

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    1. Nicholas Sparks deve ganhar por cada lágrima derramada pelos leitores, só pode! Kkkkkkkkkkkk
      Eu li poucos livros dele e, confesso, não sou muito fã. Exatamente por conta do sofrimento excessivo, rs.
      Mas este tem um final feliz.... espero que goste tanto quanto eu!

      Beijos

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  8. Oi Fabi! Eu li este livro faz tempo, mas acredita que não foi uma história que me arrebatou? Acho que fui uma das poucas que não curtiu, até reli para ver se não estava no momento certo, mas mesmo assim minha opinião não mudou.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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    1. Que pena, Cida!
      Mas esse é o bom do ser humano.... somos diferentes, rs!
      Tem tanto livro por aí que o povo morre de amores e a mim não causou nada... Acontece, né?

      Beijos

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  9. Oi!
    Quero muito ler esse livro, não pensei que a resenha fosse me conquistar tanto mas achei a historia linda e emocionante e achei bem legal essa relação de pai e filha que o livro explora e fiquei curiosa para saber o que vai acontecer com a Becky e Tamarisk !!

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    1. Su, pense em um livro sensível e lindo... rs.
      É esse!
      Eu o adoro, e por isso resolvi apresentá-lo a vcs! Espero que leia e que goste tanto quanto eu!

      Beijos!

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  10. Sempre achei que esse livro era meio parado, chato! Mas depois de ler esta resenha mudei de idéia, livro delicado e lindo, abordando o amor e a perseverança em fazer o próximo feliz. Muito lindo mesmo!!! Bjus Fabi!!!

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    1. Lindo lindo mesmo, Andlas! Tão sensível...
      Ele no início é meio parado mesmo, pois há muito o que introduzir, mas depois de alguns capítulos fica impossível largar!

      Beijos!

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  11. Eu nunca fui de curtir muito fantasia, mas gostei da comparação que é feita entre a doença da menina e os problemas do mundo imaginário. Acho que esse livro não deve ser uma daquelas histórias inimagináveis e fantásticas que a gente vê por ai. Vai entrar na listinha das futuras leituras hehe

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    1. Crissie, também não sou fã de coisas fantasiosas demais. Fico o tempo todo dizendo: OI? Aff
      shIUSHIUAhs
      Foi assim que fiquei esse fim de semana quando meu namorado sismou de assistir a maratona de Matrix que rolou na televisão! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk... É demais pra mim.
      Mas esse livro nos faz acreditar na fantasia, entende? Não é nada fantasioso demais. Eu adorei! Sem contar que é sensível e mexe conosco!

      BEijos

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  12. Apesar de ser meio impaciente com narrativas lentas, esse livro parece compensar o esforço, a história parece ser cheias de lições e encantadora. Muito bacana, obrigado pela dica :D Abraços

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    1. Realmente compensa, Dan! Até pq, rapidinho as coisas começam a fluir...

      Beijos!

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  13. Já conhecia o livro mas essa foi a primeira resenha que li, fiquei surpresa com o enredo do livro, não esperava que fosse ficar interessada em ler.
    Adorei a resenha. :)

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    1. Que bom que gostou, Manu! Espero que, se lê-lo, goste tanto quanto eu!

      Beijos

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  14. Adoro ler suas resenhas. Vc consegue se expressar tão bem, consegue explicar a história sem revelar pontos muito importantes que poderiam "estragar" a leitura. Não sou muito fã de livros que relacionam doenças e tal. Acho muito triste e acabo me envolvendo demais e ficando arrasada quando acontece algo ruim, porem esse livro parece ser realmente muito bom, pois pelo que vc disse o foco ta em outro ponto :)

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    1. Alleh, obrigada!!! Ai, que orgulho, rs.
      Eu tento convencer sem entregar o que rola realmente, e isso é bem complicado! Hhahah... Fico feliz por alcançar o objetivo!
      E, realmente, o foco é outro. O foco é na "doença" que assola a cidade imaginária, então não fica sofrido, sabe.
      Espero que leia e que goste!

      Beijos!

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Oi Fabí,
    É nessas horas que lembro quantos lugares tenho para desvendar através das páginas da minha estante, tenho essa obra, mas aina não a li, devido a outras lituras que apareceram e eu tenho de adiantá-las. Mas fiquei extremamente tocada com as suas palavras e espero conhecer Tamarisk e apreciar tanto quanto você.

    Beijos
    http://amagiareal.blogspot.com.br/

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    1. Eu também tenho tanta coisa esquecida aqui para ler, Elis! E é quando vejo resenhas por aí que eu me lembro que tenho a obra e ainda não a li!
      E eu espero que se perca em Tamarisk e fique encantada como eu!

      Beijos

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  17. Eu odiei esse livro.. Profundamente.
    Tive raiva da mãe, e achei as atitudes do pai pouco realistas e sem noção, além da personagem em si ser muito mesquinha com o pai e sem motivo, segundo a história. Além disso achei que a doença foi tratada com pouca profundidade e o final foi completamente previsivel. Dei uma ou duas estrelas, só por consideração pq viu...

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    1. Fê, também tive raiva da mãe! Rs.
      Seus pontos de vista fazem sentido, senti muito disso tb, mas ainda assim, acho que o resto permeou bem a trama e acabou deixando essas coisas em segundo plano.
      O bom de sermos diferentes é exatamente essa coisa de cada um gostar de uma coisa diferente, neé?
      HAIUShUIAHs


      Beijos

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  18. Oii Fabi, eu não sou muito fã desses livros que tem alguma doença envolvida, sempre me sinto mal lendo, fico triste pra caramba, mas esse livro eu quero ler, pois adoro esse tipo de universo fantasioso, eles me fazem flutuar, sair dessa realidade sem graça! Beijos!!

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    1. Aninha, eu tb não gosto de livros com doenças, apesar de já ter lido alguns muitooo bons.
      E esse livro sem dúvida mostra um lado diferente da doença, por isso gostei tanto!

      Beijos

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