Olás, pipows!
Como estão?
Bem, eu não estou tão bem quanto gostaria. Somente uma parte de mim está aqui falando com vocês. A outra se encontra recolhida num cantinho, tentando entender como a vida funciona, como o mundo pôde ter mudado tanto, como uma alma pode sentir tanta dor e ficar caladinha.
Passei o dia alimentando quatrocentas mil ideias de posts, cheguei a preparar uma série de fofurices e coisinhas engraçadinhas para trazer para vocês. Mas sabe, de coração, se eu tivesse seguido com o que planejei, teria sido tudo superficial demais, sem emoção. E vocês sabem que metade de mim é emoção, e a outra metade também, mesmo que não pareça. Por isso, vim bater papo sobre dois assuntos que incomodam, mas que precisam ser abordados: a depressão e o suicídio.
Ontem (pra mim é hoje, pois ainda não dormi), mais uma voz muito, mas muuuuito amada por mim, se calou para sempre. E ela se calou depois de muito gritar - literalmente. Chester Bennington não era somente uma voz potente que gritava aqui e acolá em suas músicas sensacionais, era também um cara que gritava, em silêncio, em cada uma das frases de suas canções. Cada letra era um pedido desesperado de socorro, e nós, fãs, vimos somente letras que nos inspiravam a continuar, apesar de toda a dor que sentimos. Ao ouvir suas letras, meu coração sentiu, por diversas vezes, que aquela canção tinha sido escrita pra mim, que tudo aquilo era um conforto pra mim, mas na verdade, era um pedido de socorro de seu criador, de seu intérprete, e ninguém nunca deu muita bola pra isso.


















