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10 maio 2018

{Resenha} ~ A outra sra. Parrish - Liv Constantine ~

Olás,  seus lindos!
Tudo bem por aí?
Ainda se lembram dessa blogueirinha sumida? Ai, eu espero que sim! Espero do fundo do coração que não tenham se sentido abandonados por todos esses dias de hiato aqui do blog. Infelizmente, os dias que se passaram foram corridos para todos nós, por isso, a ausência foi imensa... mas iremos compensá-los, eu prometo.

E para começar, vim para falar de um livrão!!! Um livro que me deixou no chão, sério. Ainda num tô bem, inclusive... ressaca prolongada.



Skoob
Quando li: Abril, 2018.
Título: A outra sra. Parrish
Autor(a): Liv Constantine
Editora: HarperCollins
Páginas: 432
Avaliação: 
Onde comprar? Amazon | Americanas | Saraiva | Submarino

Normalmente eu termino minhas resenhas com alguma frase de impacto, ou com uma efusiva indicação/pedido/ordem (rsrsr) para ler o livro em questão, mas hoje, sinto que preciso botar para fora, logo no início, uma frase que fica martelando em minha cabeça sempre que eu penso nesse livro.
Nem tudo é o que parece.

Soa bem clichê, eu sei. Ainda mais quando o assunto é trhillers psicológicos - gênero que, ao meu ver, essa trama se encaixa perfeitamente -, mas eu não consigo pensar em outra coisa (tá, consigo, mas são palavrões, e não posso dizê-los, rs!), por mais que eu tente. E por falar em tentativa, lá vou eu tentar falar dessa trama bem amarrada e envolvente sem dar spoilers. E lá vou eu tentar fazer uma resenha bonitinha, sem ficar maluca e confusa demais, coisa que, quase sempre, acontece quando gosto demais de um livro.



Amber Patterson está cansada de sua vidinha mais ou menos. Ela sempre achou que merecia mais do que um apartamento humilde no subúrbio da cidade, mais do que um emprego medíocre e mais do que suas roupinhas sem marcas famosas. Ela quer mais, muito mais. Se sente merecedora disso! Para ter tudo o que almeja, ela irá usar sua inteligência, beleza, ambição e também a certeza de que irá tomar tudo de uma mulher que, em sua opinião, não merece ter o que tem. Se Amber tivesse consciência, certamente essa certeza a deixaria mais confortável caso essa tal consciência pesasse... Seu alvo? Daphne, esposa do riquíssimo e lindo Jackson Parrish.


O plano é simples: Amber irá se aproximar de Daphne, fará tudo para ser sua amiga, quase uma irmã. Com isso, espera ter livre acesso à família, o que a deixará mais próxima do seu alvo principal. O artifício usado para estreitar os laços de amizade entre elas será a doença que acabou por matar a irmã mais nova de Daphne. Esse fato fez com que a ricaça criasse uma ONG para angariar fundos para o apoio à pessoas que sofrem do mesmo mal, e Amber irá se candidatar como voluntária para trabalhar ali. Ela irá se fazer de irmã enlutada, e essa jogada imediatamente amolece o bom coração de Daphne, que não só aceita a farsante, mas também passa a tratá-la como sua irmã mais jovem.



Xeque.
Um passo importante foi dado rumo ao xeque-mate.
Quem sairá ganhando, afinal?

Daphne é completamente o contrário de Amber. Apesar de tudo o que tem, de toda a riqueza e mimos que a cercam, ela é humilde, dedica-se inteiramente à educação das filhas e dos cuidados da casa e de seu esposo. A bondade transborda de seu coração, e a aproximação de Amber nos fere tanto exatamente por isso: por Daphne ser tão bondosa, e por ter acolhido a moça como se ela realmente fosse da família.

Quanto mais o plano de Amber avança, mais incomodados ficamos. Ela é obstinada, não dá um ponto sem nó. Tudo é perfeita e friamente calculado. O ranço é inevitável, minha gente. Por vezes eu tive vontade de jogar o livro na parede, já que eu não podia dar uns tapas na cara dessa... dessa... ai, dessa monstra! Eu já estava a ponto de pendurar as chuteiras e abandonar a leitura quando uma página em branco aparece, e após essa página, um único nome me faz querer comer o resto do livro naquele exato momento: DAPHNE.

Sou dessas que vai colocando post-it no livro sempre que algo bombástico acontece. Meu jeitinho e deixar meu sentimento do momento registrado ali, acho.
Não vemos a trama somente pelos olhos e pelo ponto de vista de Amber, como somos levados a crer no início da história. Essa certeza me deixou um pouco desanimada à medida que as páginas iam se virando, pois a autora - aliás, AS AUTORAS, pois Liv Constantine é o pseudônimo usado por duas irmãs - é extremamente descritiva, e inicialmente isso é maravilhoso, mas depois de um tempo, fiquei pensando: cara, já aconteceu tudo o que tinha para acontecer e ainda tem mais esse monte de páginas... tô sentindo cheiro de embromation. E aí, puuuufff! Vem a página em branco. Vem o nome da segunda parte do  livro. Eu vibrei, minha gente. Vibrei muito.

A jogada da autora foi brilhante. Sua narrativa descritiva nos permitiu criar empatia e antipatia por cada personagem, fez de todos eles seres críveis, trouxe à tona um sentimento que, hoje, faz parte da maioria de nós, mulheres: a sororidade. E o mais brilhante foi o fato de que ela conseguiu criar uma trama intrincada, trama essa em que apenas três personagens estão à baila a todo momento. Tudo gira em torno deles, e em momento algum isso foi cansativo.

Aliás, o desenvolvimento da personalidade de cada um deles foi mais um item a ser acrescentado à lista de motivos para a autora ser brilhante. Como eu disse, ela nos envolveu, fez com que criássemos vínculos com tudo o que era narrado, e torcer para determinado desfecho se tornou uma constante. As reviravoltas são impressionantes, pipows. O que há por trás da história que acompanhamos é, no mínimo, desconcertante.


Ah, como eu queria poder falar mais e mais sobre essa trama! Como eu queria contar os meus motivos para ter ficado no chão com esse livro, meus motivos para ainda estar nessa ressaca tão persistente! A outra sra. Parrish é um livro que veio para ficar, para incomodar, para te fazer rever seus conceitos. Ele veio para fazer você pensar exatamente aquilo o que eu disse lá em cima, lembra? Nem tudo é o que parece ser.

Acredito que quando um livro nos incomoda, ele deve ser levado em conta. A abordagem da manipulação e dos abusos psicológicos e emocionais ali contidos é forte, pesada, incômoda. O decorrer de algumas situações me deixou em frangalhos, me emocionou, fez com que a empatia alcançasse o seu auge. Eu me vi vivendo tudo aquilo. Sofrendo tudo aquilo. Vibrando com os pequenos avanços, torcendo para que no fim houvesse um final feliz.


Sabe, o que mais nos aproxima da trama é o fato de que tudo o que foi narrado ali pode acontecer. Não é nada inescrupuloso a ponto de pensarmos que não passa de uma ficção, que aquilo não pode vir a ser real. É real. E mais: é real e tem que ser abordado com mais frequência. O abuso psico-emocional é algo grave, que pode destruir vidas.

Fica aqui meu apelo: leia esse livro. Leia-o e indique para quem puder indicar. Precisamos falar sobre o assunto, e todo mundo merece ter acesso a uma obra tão bem escrita e - mais uma vez essa palavra - brilhante.


12 comentários:

  1. Caramba, só a resenha já conseguiu me deixar ansioso. Primeiro com raiva da Amber e totalmente solidário à Daphne, e depois já me jogou na dúvida cruel com essa reviravolta. É como se eu mesmo me sentisse enganado com algo e que nem ainda si o que é. Quero ler, com certeza.

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  2. Oi, Fabíola.

    Pelo visto, a inveja e ambição predominam a Amber... E são capazes de fazer tudo com alguém.

    Esse é um livro mega desejado por mim. 😍

    E esse sumiço, fez falta, sim.

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  3. Que resenha linda Fabíola!!!

    Fiquei completamente desconcertada e chocada ao mesmo tempo com o livro! To no chão em algum lugar ainda por aqui!! Que livro, que história, que resenha!! Amei. Li o livro algumas semanas atrás e te confesso que ele me causa profundos sentimentos ainda!! Livro esse que precisa ser falado, e sim, ser muito lido por conta de seu tema!!

    Beijos!! ��

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  4. Nem tudo é o que parece!
    Nunca é!rs fato.
    Mas como não conhecia o livro, estou aqui meio que em choque e abrindo outra página correndo para colocar ele na listinha de desejados o quanto antes.
    Parece que são dois livros misturados em uma só história. Duas versões?
    Onde estaria o ranço?
    Alguém pode ser enganado tanto assim?
    Puxa, ficaram perguntas sem respostas..rs e espero ler o livro em breve
    Beijo

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  5. Bom dia, Fabi
    Nossaaaa que resenha é essa rs, fiquei tentada a ler o livro sim e só pela forma que você disse sobre a Amber, me deu raiva dela (rs)... Bom realmente esse é um assunto muito interessante de se abordar, assim como no livro, a realidade também existe e não podemos tapar os olhos para isso. Já me deparei com uma "Amber" em minha vida e isso mexe muito com nosso psicológico. Mas enfim, gostei muito do que li e claro ficou muita curiosidade sobre os motivos desse livro ter te deixado assim... nessa "ressaca" (olha que não sou curiosa kkk, alias sou extremamente curiosa )....
    Parabéns lindeza pelo seu trabalho e dos demais integrantes... estou amando poder participar com vocês.
    Beijinhos e bom final de semana à todos.

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  6. Ual Fabi!
    Voltou com td heim!
    Que resenha é essa minha gte!
    Eu ouvi flar desse livro mas não tinha lido nd sobre ele ainda, eu fiquei extasiada, curiosa e com mta vontade de conhecer esse enredo, ai Deus tomara que surja uma oportunidade logo, preciso!
    Bjs!
    Amei as fotos!

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  7. Oi Fabíola,

    Só posso dizer que PRECISO LER ESSE LIVRO!
    Que resenha maravilhosa! Ah, e as fotos estão um arraso!
    Enfim, não vejo a hora de amar e odiar cada um dos personagens, acho que esse livro mexe com o leitor a ponto de não podermos ficar indiferentes ao assunto, ainda mais se as situações são tão plausíveis de acontecer.
    Espero não ter uma ressaca literária depois de ler, pois pelo jeito vai mexer com as estruturas.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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  8. Não conhecia o livro e fiquei super animada e ansiosa para lê-lo! Gente, você conseguiu passar todo o sentimento que você teve nessa resenha, com certeza! Tanto que estou louca para ler esse livro! Já quero saber de tudo o que vai acontecer. Já sei que vou ser enganada tantas vezes, por esse livro, que vou até perder a conta! Adoro livros assim, sérioo!! Já quero. Já preciso!!!

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  9. Depois de ler essa resenha,ótima por sinal, fiquei curiosa para ler esse livro. Gosto de tramas que mexem com nosso psicológico, que nos fazem nos colocar no lugar do personagem, acho que esse livro nos proporciona tudo isso e ainda mais. Preciso ler!!

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  10. Oi, Fabiola!
    Curto trhillers psicológicos mas confesso que faz séculos que li algum livro do gênero...
    Em relação a A outra sra. Parrish, confesso que a medida que lia a sua resenha e ia imaginando o que a Amber seria capaz de fazer para conseguir realzar o seu plano diabólico meu interesse foi diminuindo, não gosto quando o livro é contado pelo ponto de vista do vilão, mas quando você mecionou a página em branco e o começo da narrativa da Daphne comecei a me empolgar... Resultado?! Quero saber mais de  A outra sra. Parrish, quero saber o final dessa história! Já adicionei na minha lista de leitura e não vejo a hora de ler esse livro.
    Valeu pela dica. Bjos!

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  11. Olá, Fabíola!
    Amo trhillers, li no mês passado A Boa Filha.
    Já vi muita gente falando desse livro que quer ler e tal, mas resenha ainda não tinha lido. Esse A outra Sra. Parrish é um livrão da p...
    Quero muito ler para saber a parte da história narrada por Dapnhe.
    Beijos!

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  12. An-nyong-se-ha-yo!
    Que ideia genial essa do post-it kkkkk, talvez quando você vá ler de outra vez, vai sentir um sentimento completamente diferente, e isso é doido demais. Como a gente muda né?
    Beijocas.

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